Artigo publicado no Jornal de Leiria a 26 de Maio de 2026
A resiliência empresarial ganhou uma nova relevância nos últimos anos, e na nossa região, particularmente, nos últimos meses.
Mas importa sublinhar: não nasce na crise. Constrói-se antes, e a inovação é o seu principal alicerce.
Durante anos, muitas organizações trataram a inovação como um conjunto de iniciativas isoladas, frequentemente associadas à adoção de tecnologia. No entanto, inovar não é apenas introduzir ferramentas — é desenvolver uma capacidade contínua de adaptação.
Durante anos, muitas organizações trataram a inovação como um conjunto de iniciativas isoladas, frequentemente associadas à adoção de tecnologia. No entanto, inovar não é apenas introduzir ferramentas — é desenvolver uma capacidade contínua de adaptação.
Na prática, a inovação torna as organizações mais resilientes porque reforça três dimensões críticas. Antes da crise, prepara: processos mais eficientes, melhor informação e menor dependência de fatores críticos. Durante a crise, responde: acelera decisões, distribui responsabilidade e reduz impacto operacional. Depois da crise, evolui: incorpora aprendizagens e transforma fragilidades em oportunidades.
Mas há um ponto essencial: a inovação só gera valor quando está integrada na estratégia e é efetivamente adotada pelas pessoas. Não é um fim em si mesma — é um meio para melhorar decisões, simplificar operações e criar valor sustentável.
Num contexto como o que vivemos, a diferença não está apenas na capacidade de resistir, mas na capacidade de evoluir. As organizações mais resilientes são, tendencialmente, aquelas que melhor inovam — de forma consistente, alinhada e com propósito.
O contexto europeu atual, marcado por mudanças aceleradas e maior pressão competitiva global, reforça a importância da inovação como fator crítico para afirmar capacidade, posicionamento e relevância face aos outros blocos económicos.
Na nossa região, esta reflexão é igualmente relevante. Comprovou-se que as empresas que lideram, não são as empresas que melhor “aguentam”, mas são as que melhor se preparam.
No final, a inovação não evita tempestades. Mas permite atravessá-las com maior preparação, clareza e margem de manobra.
Miguel Lopes
Director Strategy & Innovation INCENTEA

Tecnologia e Pessoas

22ª Convenção INCENTEA
